segunda-feira, 22 de julho de 2019

Presente a cada momento do momento presente




A Técnica Alexander é um método para o aprendizado vivencial da estrutura corporal e seu natural funcionamento como um todo.
Ela possibilita para cada aluno uma compreensão da conexão corpo-mente, servindo a um melhor aproveitamento de si mesmo e empregando menores esforços físico e mental a qualquer atividade de sua rotina diária.


A Técnica Alexander possibilita uma re-descoberta e um novo reconhecimento de si mesmo a partir de percepções sensório-motoras as mais triviais. O despertar para uma nova consciência, não como uma crença cega mas como uma experiência viva no corpo.

Abre caminho para uma nova percepção de si, do ser, do estar.


Você aprende a estar presente, a cada momento do momento presente, de canto a canto de seu corpo, tanto em repouso quanto em atividade.
Aprende a solicitar deliberadamente para si mesmo o emprego das direções, dando permissão para que seu corpo execute movimentos da maneira como foi ele desenhado para fazê-los. 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Postura, um reflexo do pensamento

Será que o pensamento que eu penso que estou pensando,
é realmente o pensamento que eu penso que estou pensando?


Ao chegar a certa idade, geralmente a partir dos 30, muitos de nós pensamos que devemos trabalhar para obter uma boa postura. Pensamos que devemos cultivar e manter a musculatura 'forte' para continuar funcionando da melhor maneira possível dentro de nossos corpos. Pensamos que se nos esforçarmos, podemos melhorar nosso estado físico e nos movimentar com mais liberdade.

Assim entramos na cultura da 'malhação', continuamos a nos usar da mesma maneira errônea que primeiramente nos trouxe ao problema, e... 'malhamos'. 

Outro dia um 'atleta' me disse: "malhar é importante, eu só tive que parar por causa das lesões". Naturalmente ele não se deu conta da tamanha contradição que estava dizendo.
Em geral, tais dores se manifestam nos ombros, pescoço, lombar, e joelhos.

Sem perceber o dano que causamos a nós mesmos passamos a fazer o certo, da maneira errada. E na ilusão de mudar nossa condição física, passamos a melhorar nossos erros ao invés de erradica-los.

Eu nasci em 1964, desde a adolescência até 1999 para ser mais precisa, eu sentia dores na lombar, ombros e entre as escápulas, e mais tarde os joelhos começaram a reclamar. As massagens ajudavam, e havia sempre um amigo para me 'estralar' a coluna. Mas eu considerava que essas eram dores 'hereditárias', afinal toda minha família sofre do mesmo. Muitos métodos, dentre outros a fisioterapia, me ensinavam como fortalecer minha musculatura para evitar que meu corpo continuasse a reclamar.

Em 1999, quando entrei em contato com a Técnica Alexander tudo mudou!
Meu primeiro professor da Técnica (Ron Murdock) me mostrou o que não fazer, e me proporcionou outras ferramentas, tais como aprender a me deixar em paz enquanto fazia minha semi-supina (repouso construtivo). Em uma questão de 20 a 30 sessões minhas dores sumiram, eu nunca mais tive que pensar em respiração e nem em postura.

Não, não é mágica, mas um método centenário de reeducação psico-física. Uma maneira diferente de trabalhar com seu corpo, de aprender a se movimentar a partir do verdadeiro alongamento da musculatura, e aqui não estou falando sobre os alongamentos que se fazem nas 'escolas do corpo', no parque, na praia e nas academias.

Essa Técnica me proporcionou escutar e respeitar as mensagens que o corpo envia, para poder voltar ao estado natural de funcionamento do meu corpo, sem a interferência dos hábitos.

A maneira habitual, consciente ou não, de usar a nós mesmos é que dita o funcionamento de nosso corpo, de nossa estrutura física. A maneira como eu penso (ou deixo de pensar em meu corpo) dita o funcionamento do meu sistema. O funcionamento do sistema dita a estrutura do mesmo, e a estrutura do corpo dita a maneira de como eu penso.

Assim, a única maneira de quebrar esse círculo vicioso é mudar a maneira de pensar.

Somente quando estamos conscientes de nossos hábitos é que podemos fazer a escolha de continuar nos movimentando da velha maneira, ou de parar de fazer o que nos levou ao problema.
Isso, Alexander chamou de inibição: o 'não fazer', não reagir ao estímulo.

Desde abril de 2004 eu dou aulas da Técnica Alexander. Muitas pessoas se beneficiam e se encantam com esse método. Esse te dá ferramentas, e a coragem de realmente se entregar a seu próprio processo. Entregar-se a si mesmo é o maior desafio que podemos enfrentar.

Nós professores da Técnica Alexander somos treinados para escutar tensão muscular com nossas mãos, a partir dessa escuta podemos guiar a atenção d@ alun@ para que el@ fique cada vez mais consciente de onde está contraindo a musculatura, podendo então parar de mover-se a partir da contratura habitual, promovendo o verdadeiro equilíbrio de tônus muscular do sistema como um todo, permitindo que o corpo respire e se mova com leveza e liberdade natural, aquela leveza e agilidade que qualquer criança sabe.

Nascemos respirando, a partir da curiosidade e desejo passamos a aprender a usar e coordenar nossos reflexos para nos mover, sentar, engatinhar e finalmente andar e correr.

Podemos voltar a esse estado de liberdade natural do corpo, que na evolução levou milhares de anos para se desenvolver. Devemos portanto respeitar o que a natureza criou, e aprender a pensar conscientemente durante a atividade, ao invés de tentar melhorar o que a natureza já nos presenteou.
E a partir dessa consciência, curiosidade e liberdade, aí sim podemos fazer todas as atividades que desejamos com mais leveza, agilidade e flexibilidade.

É uma alegria sentir-se livre no corpo, e na vida.









quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O uso da voz e a Técnica Alexander

De Canto a Canto

A Técnica Alexander nasceu de um problema vocal. Frederick Matthias Alexander (1869-1955) era ator e apaixonado por Shakespeare. No auge de sua carreira, F.M. Alexander 'desenvolveu' uma laringite crônica, a qual os médicos não conseguiram encontrar nem a causa e nem a cura.

A rouquidão estava a ponto de acabar com a carreira do jovem ator, por sorte ele não se deu por vencido e começou uma longa jornada de investigações e auto-observação. Primeiramente usando sua voz de cena em frente a 3 espelhos, F. M. Alexander observou que tinha o hábito de puxar a cabeça para trás a cada vez que inspirava, mais tarde ele pode observar que esse hábito se pronunciava não só quando usava sua voz de palco, mas também quando usava a voz no seu dia-a-dia.

Ele então decidiu que não iria mais puxar a cabeça para trás durante a inspiração, mas que iria 'posicionar' a cabeça de outra maneira durante a inspiração, e percebeu que na verdade estava fazendo o mesmo erro, só que de outra maneira. Assim Alexander decidiu dar-se o estímulo de usar a voz, mas ao invés de reagir ao estímulo ele passou a observar as reações que tais estímulos provocavam em seu corpo. Esse foi o começo de sua Técnica.

A Técnica Alexander na verdade vai muito mais além do que um 'mero' trabalho vocal, é na verdade uma filosofia de vida. Ela nos proporciona a consciência para escutar os sinais que o corpo nos envia, e o espaço para que o corpo funcione da melhor maneira possível, livremente, sem esforços nem tensões desnecessárias. 
Hoje a Técnica Alexander é usada não só nas artes cênicas, mas em todas as áreas, por pessoas que desejam obter uma melhor postura, uma respiração natural e querem livrar-se de dores e tensões musculares desnecessárias.

Apesar de tudo, para mim a Técnica Alexander também se trata de um trabalho vocal, afinal esse foi o ponto de partida de F. M. Alexander para suas descobertas e o desenvolvimento de sua Técnica.

Trabalhando com a Técnica Alexander nos damos conta de que todo o corpo, com todas as suas partes, formam a nossa voz. Desde a sola dos pés até o topo da cabeça. Braços, pernas, joelhos, dedos, até mesmo o uso dos olhos fazem uma grande diferença no som, ressonância e potência da voz.

O trabalho prático se torna fácil, energizante e divertido, das notas mais graves até as mais agudas. Também a respiração retorna a ser uma função que lhe cabe ao corpo, este se encarrega de toda a tarefa, por si só. 

Eu cantei com minha banda na Holanda e outros países da Europa por mais de 15 anos (desde 1985), mas só encontrei a minha própria voz quando comecei a trabalhar com a Técnica Alexander em 1999.


Abaixo o exemplo da gravação de uma canção que está na verdade fora da minha 'zona de conforto', mas mesmo assim, usando a Técnica Alexander, cantar se torna muito confortável.

'Bundamel', de Henk Jan Troost e Geórgia Dias
'O Amor Natural', musicando os poemas eróticos de C. Drummond de Andrade. 

Leia mais sobre a Técnica: www.georgiadias.com


domingo, 2 de julho de 2017

'O que se passa na cama'

Eu só consegui encontrar a minha própria voz quando encontrei a Técnica Alexander. Essa me permitiu até dar o espaço para a idéia de cantar feio. 
Liberdade!

'O que se passa na cama'
Poema de Carlos Drummond de Andrade
Música, Thomas Gerretsen

sábado, 15 de abril de 2017

E vem aí... E I T A

Escola Internacional da Técnica Alexander

EITA começa a funcionar em Fortaleza este ano, em caráter experimental, oferecendo diversas atividades como uma preparação à abertura oficial da escola em 2018

A Escola Internacional da Técnica Alexander – EITA começa a funcionar em Fortaleza este ano, em caráter experimental, oferecendo diversas atividades como uma preparação à abertura oficial em 2018. A direção será da professora Geórgia Dias, que reside em Fortaleza desde 2013.
Para dar impulso inicial às ações da EITA, Geórgia Dias convidou a professora que teve papel fundamental na sua formação em Amsterdã, Holanda, Merran Popler. Atualmente, Merran Poplar é diretora da ETABA, a escola da Técnica Alexander em Buenos Aires, Argentina. De 29 de maio a 06 de junho de 2017, ela ministrará curso preparatório à formação de professores, workshop para leigos e para quem deseja conhecer mais essa técnica de educação somática, masterclass para músicos e cantores, além de aulas particulares (veja programação completa aqui)


Mais Informações

cel/whatsapp: (85) 9 8878 24 98


sábado, 12 de novembro de 2016

A dança do pescoço livre



“Eu desejo o meu pescoço livre para que minha cabeça possa ir para frente e para o alto permitindo que minha coluna se alongue e se alargue”
Desde que a conheço, a voz de Geórgia Dias entoa incansavelmente o mantra: “pescoço livre...”.  Não é difícil imaginar que tensões deixem de existir se o pescoço estiver livre. Sabemos, sem precisar investigar muito, que um número bem significativo de pessoas sofre com tensões que se traduzem em dores na região que vai do pescoço, passando pelos ombros, se expandindo para o torso. Problemas comuns que atingem pessoas sedentárias e também muitas que fazem atividades físicas constantes, atletas e até praticantes de outras modalidades de exercícios ou métodos e técnicas que existem para ajudar na melhoria dos corpos e seus donos, suas mentes, seus desempenhos, mas que, dependendo da forma como se pratica cada uma dessas atividades, ou, por outra, se o uso que cada um faz de si mesmo enquanto realiza tais atividades não for adequado, não estiver em equilíbrio dinâmico, pode ocorrer justamente o oposto, ou seja, o indivíduo pode ter seu desempenho comprometido. É a qualidade da relação entre cabeça, pescoço e torso que pode premiá-lo com bem estar físico e mental.
Trata-se do Controle Primordial, a segunda descoberta de Frederick Mathias Alexander. O Controle Primordial é a descoberta “de que a relação dinâmica entre a cabeça, o pescoço e o torso constitui o fator fundamental da organização do movimento humano”.  À frente, a cabeça inicia o movimento, e o corpo segue. Alexander começara a investigar o funcionamento do seu corpo devido à reincidência constante de problemas de garganta. Embora fosse ator famoso por costumeiramente ter bom desempenho, via-se frequentemente em apuros com rouquidão e até afonia. Ao tornar esses problemas objetos de estudo, descobriu que eles variavam de acordo com o uso que fazia de si mesmo, chave para a sua cura, fundamento da sua técnica.
“Alexander descobriu, antes de tudo, que a relação entre sua cabeça e seu pescoço tinha consequências imediatas para as condições de sua laringe e mecanismos respiratórios, e que, além disso, o Uso de sua cabeça e pescoço era fator primordial para a coordenação do Uso do restante de seu organismo. Seu desempenho melhorava quando alongava sua estatura, e isso ocorria quando ele usava sua cabeça da forma que descreveu como sendo “para frente e para cima”, em relação ao torso e ao pescoço.”
Geórgia Dias costuma sugerir aos seus alunos a imagem da nuvem no pescoço para levar à sensação de pescoço livre.  Eu mesma tenho repetido o tal mantra diariamente há mais de seis meses e só agora é que tive minha primeira experiência consciente de estar, de fato, com o pescoço livre. Caminhando na rua, de repente senti como se minha cabeça fosse uma gangorra movendo-se livre, feito pêndulo, sobre o atlas. Uma indescritível sensação de liberdade. Nessa dança do pescoço livre, as palavras repetidas pela professora ressonam com mais sentido, levando-me a usufruir melhor de seus significados na prática. “Pescoço livre é a chave para a liberdade total de movimentos”, diz ela.
Marta Aurélia é cantora e atriz. Tem formação em jornalismo e trabalhou por 30 anos em rádio, na emissora ligada a Universidade Federal do Ceará. Aluna de Técnica Alexander.

  1. Geórgia Dias começando a conduzir o grupo de estudos da Técnica Alexander enquanto os alunos estão em semisupina  – 08/10/2016 
  2. Gelb, Michael. O aprendizado do corpo – introdução à técnica de Alexander. P. 52. Martins Fontes. 1981.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

As Dores Do Mundo


“E eu vou
Esquecer de
tudo
As dores do mundo
Não quero saber
Quem fui
Mas sim quem sou”
Hyldon

Keith Harris tem 47 anos, é irlandês e atualmente mora em Fortaleza. Herdeiro da arte de cortar cabelo, assim como parentes de várias gerações, inclusive pai e mãe, não demorou muito a montar seu próprio salão depois de um tempo de adaptação na cidade da luz, onde foi se movendo entre novos amigos e formando uma extensa clientela. Adepto dos cuidados com seu corpo e sua mente, Harris está sempre às voltas com alguma atividade, como ioga, pilates, corrida, artes marciais, krav maga – essa uma de suas paixões -, entre outras. Para sentir-se bem e para cuidar do seu instrumento de trabalho, ele mesmo! Tais hábitos revelam uma pessoa que tem gosto pelo autocuidado e pelo autoconhecimento, assim como indica, em seu caso, a incidência de dores pelo corpo. Algumas dessas atividades entraram na sua vida justamente como uma forma de tratar tais dores, que lhe acompanham desde quando era bem jovem, chegando a sentir-se incapacitado na fase mais vibrante da vida. Acometido de ler, bursite, crise lombar, tendinite, cogitava submeter-se à cirurgia quando sua namorada sugeriu-lhe ioga, que ele passou a praticar, além de acupuntura, shiatsu, fisioterapia, entre outras formas de tratamento. Mesmo assim, as dores não arrefeceram. Numa escala de 0 a 10, mantinham-se constantes e sempre na posição entre 6 e 7.
Não tem humor que aguente o assédio de tantas dores, por tanto tempo, além de comprometerem os movimentos físicos. A lista de mazelas de Keith parecia só aumentar. Não bastasse o que já carregava conscientemente, outros problemas foram detectados por um quiropraxista: escoliose ‘braba’, bico de papagaio... Começou a frequentar um osteopata, que “botava tudo no lugar”, para o seu alívio, porém, quando saia do consultório, na primeira esquina, seu esqueleto se deslocava para o estado das dores novamente. Estava para perder as esperanças numa vida melhor e, além disso, estava gastando uma fortuna! Melhorou com pilates clínico, porém aqueles incômodos voltavam indóceis.
A constância desses sintomas indesejáveis fez com que estes aparecessem frequentemente nas conversas entre amigos. Numa ocasião festiva, alguns deles indicaram-lhe a Técnica Alexander. Geórgia Dias, única especialista nessa técnica em Fortaleza, estava presente, explicou-lhe como funciona e, assim como o osteopata, sugeriu que parasse com todas as outras atividades por algum tempo durante as aulas, caso viesse a adotá-las. Keith viu-se num dilema: apaixonado por krav maga, estava ansioso por entrar numa fase mais avançada dessa luta de defesa pessoal, prestes a receber a faixa preta. Foram cinco anos e meio de investimento diário e nem cogitava a possibilidade de parar. Além do mais, depois de tanto tempo com dores e experimentando diversas terapias, precisava de ‘algo mais’ para embarcar numa nova e desconhecida aventura rumo ao seu bem estar.
Resistiu muito a ter que parar com as outras atividades, especialmente o krav maga, porém, com o quadro físico piorando, não teve escolha. O medo de, forçosamente, interromper seu projeto profissional - estava abrindo seu salão naquele momento – falou mais alto. Não podia colocar em risco o que dá sentido e sustento à sua vida. Venceram, então, a esperança de curar-se e livrar-se das dores, a curiosidade investigativa e a intuição de ter encontrado um bom caminho. Assim, além de ter se despedido, mesmo que temporariamente, de todas as outras atividades, embarcou em sessões diárias e em leituras sobre Frederick Mathias Alexander e sua criação. Incluiu a prática cotidiana de semisupina duas vezes ao dia, antes de sair de casa pela manhã e ao voltar à noite. Encantou-se com o mantra eu desejo o meu pescoço livre e seu o efeito imediato: “isso realmente funciona porque você está mandando mensagem para o seu corpo” e ele obedece.  Seguir as direções sem colapsar, pensar em up, caminhar para trás indo para frente... Seus pensamentos foram absorvendo um novo conceito de movimento, conduzindo sua estrutura física a mover-se numa dança sutil. Em dois meses, percebeu mudanças positivas em todo o corpo e no humor, e agora as dores oscilam entre 4 e 5, numa escala de 0 a 10. Para uma personalidade independente como a de Keith Harris, a autonomia mental e corporal que está adquirindo nesse processo é fundamental na decisão de permanecer praticando a Técnica Alexander.  

Esse novo conhecimento tem influenciado sua atuação profissional com resultados visíveis, mesmo que – ainda - sutis. Percebe isso no momento mais importante da sua atividade, justamente a hora do corte do cabelo, quando ‘ajusta’ os dois lados da cabeça da sua cliente para ter uma visão mais apropriada para fazer o corte. Afora movimentar-se mais livremente nessa ação, sua nova forma de se posicionar influencia no resultado final do corte, que, segundo ele, fica melhor e mais viçoso. Outra experiência muito importante e prazerosa no salão - que recebe muitos jovens interessados em aprender seu ofício - tem sido aplicar os exercícios e os princípios da Técnica Alexander nas instruções aos seus ajudantes e alunos. Ensinar a partir dos tais princípios tem sido como adotar uma nova e revolucionária pedagogia, ressignificando, assim, mais esse aspecto da sua forma de trabalhar e de mover-se entre uma ação e outra.  Por tudo isso, Keith Harris voltou a escancarar o sorriso esquecido entre dores - inclusive a dor de deixar de praticar krav maga.